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08/03/2018

“Mulheres guerreiras e exemplares fazem parte do Governo do Paraná”, diz o secretário da SEDU

No Dia Internacional da Mulher, os agrados, abraços, elogios e palavras de incentivos às mulheres se sucedem por todas as partes. Na Secretaria do Desenvolvimento Urbano (SEDU), que abrange o Serviço Social Autônomo (Paranacidade), a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC) e o Conselho Estadual das Cidades (ConCidades), não é diferente. No total, são mais de 100 mulheres em um mundo, até há pouco tempo masculino, o da política e da administração pública. Elas se cruzam, rápidas, pelos corredores, elevadores, salas, em encontros de trabalho ou estudos, seminários ou em algumas comemorações. No entanto, quando há tempo, em conversas, se descobre ricas histórias de vida, de superação e resiliência. Exatamente como boa parte das mulheres brasileiras. “Mulheres guerreiras e exemplares fazem parte do Governo do Paraná”, resume o secretário da SEDU, João Carlos Ortega, que enviou a cada uma um cartão de felicitações.

Essas pouco mais de 100 mulheres são de origem diversas, inteligentes, bonitas, elegantes e simpáticas. Sem nunca descerem do salto, em sua maioria elas possuem diploma universitário, cursos de Pós-Graduação, Especialização, Mestrado e MBA, domínio de um, dois ou mais idiomas, costumam fazer viagens nacionais e internacionais. Democraticamente, elas se cruzam e se completam em trabalhos em favor da população do Paraná.

Deste total de mulheres, 73 tem curso superior. Entre elas, há advogadas, engenheiras, arquitetas, urbanistas, fotógrafas, jornalistas, administradoras, economistas, tecnólogas, gestoras públicas e de RH, geógrafas, ambientalistas, comunicadoras, advogadas, contadoras e ainda de outras profissões. Delas, 19 têm Curso de Especialização, 25 com Pós-graduação e oito têm Mestrado e MBA nas mais diversas áreas do conhecimento. Há, ainda, 25 mulheres que falam outros idiomas como inglês, espanhol, francês, italiano e japonês. Profissionais dedicadas e responsáveis, todas têm dupla ou tripla jornada de trabalho, além de ser mãe, mulher, companheira, namorada, noiva, filha, irmã e sem jamais descuidar da própria aparência.

SUPERAÇÃO - As histórias de vida são inúmeras e algumas de superação. Entre essas, está a história de superação, uma delas, com Curso Superior, se permitiu ficar sob o domínio de drogas pesadas por 10 anos. Ela conta que chegou “ao fundo do poço”. Mas, com ajuda da família, de amigos e de profissionais, conseguiu se recuperar. “Estou limpa há 12 anos e meio”, diz feliz, exibindo a foto da família que constituiu neste tempo. Como se fosse pouco, no dia em que estava indo à Maternidade para dar à luz ao seu único filho, hoje, com 11 anos de idade, recebeu o comunicado de que o marido tinha sofrido um sequestro. “Dias difíceis, mas já superados”, atestou.

Há muitas histórias de vida. (Preserva-se os nomes.) Outra delas, divorciada, mas com uma bela jovem filha resultado da união desfeita, se casa de novo. A filha queria visitar o pai que morava no Rio de Janeiro. Tudo pronto para a viagem, quando recebeu a notícia do assassinato do pai da menina, em uma das ruas do Rio de Janeiro. Uma perda irreparável para a filha. Dores imensuráveis.

Dor como a de uma jovem mãe que, de repente, viu o filho brincar o dia inteiro ao ar livre, e, à noite, gritar de dor nos dedos, enquanto brincava, já dentro de casa, com o telefone celular. O pai lhe disse que era excesso de digitação e pediu que ele parasse com a brincadeira. Mas o garoto começou a gritar de dor de cabeça e caiu ao chão. Os pais, assustados, o levaram imediatamente ao Hospital. Dois dias em coma que culminaram com a morte da criança, por aneurisma cerebral. “Como entender isto? Como aceitar isto em uma criança saudável de apenas 12 anos?”, questiona a mãe, que até hoje tenta se recuperar desta tragédia. Mesmo na dor, ela continua a trabalhar, a sorrir e a distribuir afeto ao seu redor.

As histórias de vida são muitas e exemplares. Há a história da mãe que abandonada, trocada pela secretária quase adolescente, fica sozinha com três filhos para criar e sem pensão alimentícia. Pois, ela não se abateu. A pé, no frio de Curitiba ou debaixo do sol, ela conseguiu, por muitos anos, levar pelas mãos, e no colo, junto com malas escolares, sacolas e bolsa, os três filhos para suas respectivas escolas e continuar a trabalhar, em casa e na SEDU. Formou os três filhos, casou dois deles e depois também disputou um vestibular na Universidade Federal do Paraná e se graduou. Mas ela não parou aí, fez duas Pós-Graduação, em Gestão Pública e Gestão de Pessoas. E, como as demais, é apontada como exemplo.

A NOVA GERAÇÃO - Mas há, ainda, as muito jovens que saíram do conforto de suas casas e se lançaram na aventura de ganhar a vida. Uma delas, aos 16 anos trabalhava em um lacticínio, no interior do Paraná. Pediu a conta e com R$ 1.200,00, deixou o conforto casa da mãe e veio para Curitiba. No bairro Água Verde, achou uma amiga e um lugar para morar. Ela não pagava nada, mas em troca fazia toda a limpeza, cozinhava, cuidava do jardim, dos bichos, e, ainda, ajudava a sua protetora em uma ONG que abrigava crianças. “Lá também não ganhava nada”, diz, rindo. Neste tempo, rodando a cidade de carro com a sua benfeitora, ouvia duas vozes femininas, em uma Rádio, pelas quais se apaixonou. Um dia conheceu as radialistas e as três se tornaram amigas.

Tempos depois, a benfeitora morreu e a jovem se viu sozinha em Curitiba. Por pouco tempo. Quase que, imediatamente, ganhou o apoio de uma das radialistas que a levou para morar com ela. Nesta casa, a jovem fazia parte da família e foi aprendendo a crescer. Com apoio da amiga, foi ser frentista. Com o salário do Posto de Gasolina, fez vestibular para Direito e passou. Hoje, formada, ganhou um espaço na SEDU e, agora se prepara para enfrentar os Exames para a Ordem dos Advogados do Brasil.

Há, ainda, jovens que já moraram até no exterior, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos, em San Diego e em Orlando. Com apenas 30 anos, com Curso Superior, ela fala inglês, japonês e estuda espanhol. “É a nova geração de mulheres exemplares, educadas e lindas. São mulheres que trabalham, estudam e vivem plenamente, ajudando na construção e no desenvolvimento de um Paraná, de um País melhor”, afirma o secretário João Carlos Ortega.
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