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30/10/2018

O nó da Segurança e o custo para o setor privado

Os desafios da Segurança Pública no Brasil foram o tema do debate promovido nesta terça-feira (30), em São Paulo, entre o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o ministro Raul Jungmann.

Silvio Barros, secretário estadual do Desenvolvimento Urbano e conselheiro do MBC, participou do evento ao lado de empresários, especialistas da área e parceiros. O presidente-executivo da organização não governamental, Claudio Gastal,  fez a abertura do encontro.
 
Jungmann disse que o sistema prisional é o maior problema relacionado à Segurança no Brasil. Ele revelou que a população carcerária do país cresce 8,3% ao ano e que, nesse ritmo, até 2025 o país terá mais de 1,4 milhão de presosHoje o sistema tem 726 mil presos e o déficit de vagas é de 358 mil, ou seja, uma superlotação de 200% nas penitenciárias federais e estaduais.
 
O secretário Silvio Barros concordou que a superlotação dos presídios é o principal gargalo da segurança. Ele defende a participação do setor privado na construção dos presídios e perguntou ao ministro como está a situação das Parcerias Público Privadas (PPPs) para viabilizar as obras.      
 
Jungmann revelou, ainda, que 64% das prisões efetuadas se referem a delitos de baixa agressividade, que não se distinguem dos crimes violentos. “No Brasil, prendemos muito e prendemos mal”, afirmou. “Desse modo, o sistema fica superlotado e não resolve os problemas reais de segurança.”
 
Outro desafio apontado pelo ministro é a necessidade de ressocialização dos presos. "40% das pessoas que são presas voltam cometendo crimes ainda piores. Os jovens que entram na cadeia sem o básico do ensino, saem de lá do mesmo modo. Que ressocialização seria possível se eles ficam ociosos na cadeia?"
 
O ministro destacou também que o Brasil aplica R$ 300 bilhões por ano em segurança. Deste total, 2/3 são gastos pelo setor privado. “Isso afeta diretamente a competitividade empresarial”, disse.
 
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