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28/11/2018

Cidades devem incorporar tendências globais a projetos sustentáveis, diz Silvio Barros

O secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros, fez uma palestra, nesta terça-feira (27), em Curitiba, para gestores municipais que participaram do curso de capacitação oferecido pela Agência Paraná de Desenvolvimento, em parceria com a Secretaria de Estado do Planejamento (Sepl). Objetivo: formar uma rede estadual de pessoas envolvidas em ações para desenvolvimento local através de novos investimentos.

Com o tema ‘Desenvolvimento das áreas centrais das cidades’, o secretário falou sobre os desafios que os municípios terão que enfrentar até 2030 em questões como mobilidade, segurança, internet, governo digital, comércio eletrônico. “Essas são as tendências globais que vão interferir nos projetos desenvolvidos pelas prefeituras e que podem resultar em oportunidades de negócio sustentável”

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Perfil demográfico, ascensão social, aumento da dívida pública, mudanças climáticas, escassez de produtos naturais e urbanização são situações que podem representar oportunidades na área do desenvolvimento urbano, segundo Barros. “É preciso olhar essas tendências e incorpora-las em projetos para desenvolvimento econômico”, afirmou.

 

Para Barros, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas metas estabelecidas pela ONU são o caminho certo para o planeta. “A erradicação da pobreza, saúde e educação de qualidade, saneamento devem fazer parte das políticas públicas dos municípios”, justificou. “Seria muito produtivo se as ideias que os prefeitos estão propondo agora pudessem ser conciliadas com as metas dos ODS”.

O Pacto Global da ONU também foi abordado na palestra. Ele disse que o conceito está sendo absorvido no Paraná. São quatro pilares: direitos humanos, trabalho decente, proteção aos recursos naturais e ao meio ambiente e combate à corrupção. Silvio Barros revelou que está sendo elaborada uma lei estadual para restringir o repasse de recursos a fornecedores que não tenham compromisso com esses princípios. “Uma empresa que não assume esses compromissos, não deveria receber dinheiro público municipal, estadual ou federal”, defendeu.

O secretário falou também de oportunidades de trabalho criadas nos municípios e que resultam em desenvolvimento sustentável. Economia compartilhada é um exemplo. “Isso tudo está dentro do conceito de cidade inteligente”, afirmou.

O curso foi coordenado pelo presidente da APD, Adalberto Netto, e teve a participação de 20 gestores de nove municípios: Campo Largo, Cascavel, Curitiba, Ribeirão Claro, Rolândia, São José dos Pinhais, Toledo, Turvo e Umuarama.

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