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07/08/2019

Paraná e OCDE encerram encontro sobre ODS

O Governo do Paraná e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização Internacional que reúne 36 países, deram sequência ao trabalho conjunto para acelerar a implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030. Nesta quarta-feira, 07, o secretário do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (SEDU), João Carlos Ortega, abriu o evento e respondeu as questões que foram apresentadas pelos palestrantes visitantes sobre o trabalho já realizado.

As perguntas foram feitas pelo coordenador do Programa Abordagem Territorial dos ODS, Stefano Marta, e pela secretária da Província de Córdoba, Silvina Rivero. Ortega respondeu a todas. A primeira delas demonstrava o interesse em saber como a SEDU aderiu à Agenda 2030 da ONU. João Carlos Ortega deu a dimensão e a abrangência de todas as ações já realizadas, desde agosto de 2016, por meio da implantação de um Plano de Ação Estratégica para 2017.  “O Paraná é o único Estado brasileiro integrante do grupo de trabalho e o segundo da América do Sul, atrás da Província de Córdoba, na Argentina. Além da Adesão ao Pacto Global da ONU e ao Programa Cidades do Pacto Global, o Paraná já faz a municipalização dos ODS. Em agosto de 2017, firmamos a adesão aos ODS, diante da presença da dra. Deise Kusztra, da  Organização Mundial das Famílias (WFO)”, enfatizou aos presentes.

Esse ciclo de entrevistas do programa Abordagem Territorial, no qual a OCDE avalia o compromisso do Estado com os ODS, acontece desde segunda-feira, 05, com a presença do vice-governador do Paraná, Darci Piana, e terminou na tarde desta quarta-feira, 07. Essa primeira missão da OCDE foi na sede da Celepar, onde foram entrevistados técnicos de diversas secretarias, autarquias e empresas públicas, além de representantes de três municípios integrantes do acordo de cooperação (Curitiba, Araucária e Ubiratã), empresários, entidades de classe e movimentos da sociedade civil.

O ciclo de entrevistas faz parte do Programa Abordagem Territorial: Engajando Cidades e Regiões Para Assegurar Que Ninguém Fique Para Trás. Haverá diversos encontros, debates e, ao final, em 2020, a comitiva da OCDE apresentará um relatório que permitirá ao Paraná identificar as áreas mais vulneráveis, nos setores público e privado.

“Nossa preocupação na área social é grande e para ajustar as ações que pretendem o desenvolvimento sustentável, a SEDU coloca seu foco maior na meta 11 dos ODS porque são mais ligadas as suas atividades, do desenvolvimento urbano. E, quando falamos de gestão moderna, digital, com velocidade, falamos de ações em função das pessoas e também dos cuidados com o meio ambiente”, destacou Ortega.

OBJETIVOS - Fazem parte do programa a região sul da Dinamarca; a cidade de Kitakyushu, no Japão; a região de Flandres, na Bélgica; a cidade de Bonn, na Alemanha; o município de Kópavogur, na Islândia; o condado de Viken, na Noruega; a província de Córdoba, na Argentina; e Moscou, na Rússia. Os objetivos são mensurar os indicadores socioeconômicos, o nível de integração das políticas públicas e aconselhamento para atingir as metas da Agenda 2030.

Segundo Silvina Rivero, secretária-geral da Província de Córdoba, o ingresso do Paraná no programa facilita a troca de informações em nível regional. “Os resultados aplicados aqui serão responsáveis por inspirar todo o continente. Vamos potencializar a margem de atendimento às pessoas, integrar a nossa região na Agenda 2030. Não tem uma única maneira, são muitas as realidades regionais, mas nós seremos os modelos”, afirmou.

PARANÁ INOVADOR - Os 193 países integrantes da ONU assinaram em 2015 uma carta com o compromisso de cumprir a agenda de desenvolvimento até 2030. O Paraná começou a encurtar o caminho em 2016, quando a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano implementou os objetivos dentro das suas linhas de investimentos, o que originou um pacto responsável que já conta com 248 municípios. Essa integração acelerada foi fundamental para chamar a atenção da OCDE.

Segundo a vice-presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (CEDES), Keli Guimarães, que acompanhou o processo de integração desde o início, o Paraná se destaca pela atuação integrada com diversos outros órgãos, do Legislativo ao Poder Judiciário, do Tribunal de Contas às empresas públicas como Sanepar e Copel, além de um sistema de fomento aos objetivos no setor industrial.

“O Brasil não faz parte da OCDE, mas o Paraná conseguiu firmar esse termo de cooperação e desde 2016 trabalha com cuidado para a implementação da Agenda 2030. Quem vai colher os frutos é quem realmente precisa, o cidadão da ponta. A OCDE fará os apontamentos para o Estado e os três municípios parceiros e depois queremos replicar nos 399 municípios, levando em consideração que temos muitos Paranás dentro de um único Paraná”, enfatizou, antes de encerrar o encontro.

No último dia, participaram dos trabalhos o conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, Fernando Guimarães, os representantes da Província de Córdoba (AR) e das Prefeituras de Araucária, Curitiba e Ubiratã. Após o almoço houve uma roda de conversa e após as 16 horas foi feito um balanço do encontro com representantes da CEDES, CELEPAR, IPARDES, Paranacidade e TCE/PR.

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Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável englobam 169 metas que demonstram a escala e a ambição da Agenda 2030, assinada por 193 países. Eles buscam efetivar as conquistas dos direitos humanos, alcançar a igualdade de gênero e foram moldados para serem integrados e indivisíveis, a partir de três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

São objetivos acabar com a pobreza em todas as suas formas; acabar com a fome; assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar; assegurar educação inclusiva e equitativa; alcançar a igualdade de gênero e empoderar as mulheres; assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento; assegurar o acesso confiável, sustentável e a preço acessível à energia; promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável, com emprego pleno; construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; reduzir a desigualdade; tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos; assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis; tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima; conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos; proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; proporcionar o acesso à justiça e construir instituições eficazes; e fortalecer os meios de implementação de parcerias globais.

(C/ AEN)

 

 

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